Regresso às origens
As origens do Magusto remontam a tradições pagãs que celebram as colheitas e a mudança de estação, muito antes da sua associação à figura cristã de São Martinho. Esta festa simboliza a gratidão pelas colheitas do ano, nomeadamente as castanhas e o vinho novo, que desempenham um papel central nas celebrações. É uma oportunidade para as famílias e amigos se juntarem e partilharem momentos de alegria e convívio.
Celebrações e costumes
No centro das festividades do Magusto está a tradição de assar castanhas. As pessoas juntam-se à volta de grandes fogueiras para assar castanhas, uma cena típica nas ruas, pátios e praças das aldeias e vilas de todo o país. Esta prática não é apenas uma forma de apreciar estes frutos de outono, mas serve também para aproximar as comunidades, reforçando os laços sociais e familiares.
O vinho novo, também conhecido como “água-pé”, é outra componente essencial do Magusto. É costume prová-lo durante esta festa, simbolizando o fim das vindimas e o início da época vinícola. Esta partilha reforça o espírito comunitário e a celebração da nova época vinícola.
O Magusto é também marcado por vários jogos populares, canções e danças tradicionais.
E hoje?
Atualmente, o Magusto continua a ser uma celebração vibrante da cultura portuguesa, reunindo pessoas de todas as gerações. Sublinha a importância da gratidão, da comunidade e da partilha, valores que estão profundamente enraizados na sociedade portuguesa. Para além do seu aspeto festivo, o Magusto reflecte o apego do povo português às suas tradições e ao seu património cultural, acolhendo o inverno num ambiente de calor e convívio.
Concluindo, o Magusto é muito mais do que uma festa que assinala a mudança de estação. É uma expressão profunda da identidade portuguesa, um momento de convívio, de partilha e de celebração da vida. Com as castanhas assadas, o vinho novo e as fogueiras, o Magusto encarna a riqueza da tradição portuguesa e a alegria de viver que caracteriza o povo português.

